Criacionismo nas escolas públicas do Rio de Janeiro


Christiano P. da Silva Neto
 
 

Introdução

O recente episódio em que a governadora Rosinha Mateus, do Estado do Rio de Janeiro, se declarou criacionista, teve sua repercussão ampliada a nível nacional após a Secretaria de Estado de Educação do Rio definir a "criação" como tema anual para as aulas de religião na rede pública. O fato foi amplamente documentado pela imprensa nacional, em especial pela Revista Época, edição 314, de 24 de maio de 2004.

A aludida reportagem citou depoimentos de cientistas brasileiros, tanto do lado criacionista, quanto do evolucionista, registrando também a existência da Sociedade Criacionista Brasileira que, de modo digno, tem representado o criacionismo no Brasil e a presença criacionista da Dra. Márcia Oliveira de Paula, profissional altamente qualificada, com doutoramento em Microbiologia pela USP. A ABPC - Associação Brasileira de Pesquisa da Criação não foi citada, embora a reportagem tenha registrado as cinco vindas do Dr. Duane Gish ao Brasil, todas promovidas pela ABPC.

A questão, entretanto, não é ser ou não citado em uma reportagem que aborda o criacionismo, mas se essa omissão tem algum significado oculto. Não se pode, por exemplo, dizer que essa omissão tenha sua origem no mero desconhecimento dos articulistas a esse respeito, porque a existência da ABPC e sua vinculação com o Dr. Gish já foi devidamente registrada por outra revista do grupo Globo, a Galileu, em sua edição 143 de junho de 2003.

Talvez essa omissão se deva ao fato de ser mais difícil associar a ABPC com uma igreja em particular, e isto mostra como a imprensa brasileira não perde a oportunidade para se mostrar tendenciosa na abordagem de temas como o criacionismo, ao invés de analisar objetivamente a questão. Se as pessoas são influenciadas pelo que crêem em suas idéias sobre as origens, o mesmo não se daria com os adeptos do evolucionismo que, ao explicar todas as facetas do universo em termos estritamente naturais, exclui Deus de cena, já que este seria sobrenatural? Por que, então, ninguém perguntou ao Dr. Ennio Candotti, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) qual a sua confissão religiosa? Talvez ele seja um ateu, ou um desses religiosos nominais, o que é praticamente a mesma coisa e, por isso, tenha especial interesse no evolucionismo como explicação de nossas origens!

Falando cientificamente sobre as origens

Em reportagem veiculada pelo caderno "Folha Ciência" do jornal Folha de São Paulo, de 13 de maio de 2004, p. A 16, a bióloga Cláudia Russo, chefe do Departamento de Genética da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) disse que "os evolucionistas estão preocupados em estudar a evolução, enquanto o foco dos criacionistas é contestar o evolucionismo". Esta afirmação tem, em parte, sua razão de ser. Afinal, evolucionistas se põem a estudar algo que nunca aconteceu, proclamando que isso é ciência da mais alta qualidade, e esperam que fiquemos em silêncio? Não é absolutamente verdade, entretanto, que tudo que fazemos é contestar o evolucionismo. Temos produzido material de alta qualidade a mostrar que só o modelo criacionista explica devidamente as nossas origens, mas que evolucionistas insistem em não querer examinar. Cabe aqui registrar que os poucos que se deram a esse trabalho estão mudando de lado! Em seguida vamos falar mais extensivamente sobre isso.

Em seu tempo, Darwin logo percebeu os elementos de transição entre as espécies eram uma necessidade para sua teoria. Ele também se deu conta de que tais elementos não existiam entre os seres vivos e considerou isso um enigma, afiançando que o registro fóssil, no devido tempo, quando fosse mais extensivamente investigado, nos proporcionaria essas evidências da evolução.

O tempo passou e, mais de cem anos após a publicação do livro de Darwin, mais precisamente em 1974, David B. Kitts, conhecido paleontólogo evolucionista deu o seu parecer a esse respeito em seu artigo "Paleontology and Evolutionary Theory", publicado pela revista Evolution, edição (28) 1974, p. 466, registrando que: "A despeito da brilhante promessa de que a Paleontologia proporciona meios de se 'ver' a evolução, ela tem apresentado algumas desagradáveis dificuldades para os evolucionistas, a mais notória das quais é a presença de lacunas no registro fóssil. A evolução requer formas intermediárias entre as espécies, e a Paleontologia não as proporciona.". Desde então essa realidade tem se mantido inalterada, embora muitos livros didáticos utilizados no segundo e terceiro graus insistam em dizer que todas essas evidências já foram encontradas pelos paleontólogos exatamente como previa o modelo evolucionista. Nunca, porém, vimos os cientistas que hoje se pronunciam de forma indignada contra o criacionismo virem a público denunciar publicações como essas, que distorcem os fatos, apresentando inverdades convenientes.

Outro episódio interessante é o das cartas trocadas entre o Dr. Luther Sunderland e o Dr. Colin Patterson, Paleontólogo-chefe do Museu Britânico de História Natural. O Dr. Sunderland escreveu ao Dr. Colin por ocasião da publicação de seu livro sobre fósseis, perguntando porque ele não havia incluído exemplos de transições evolucionárias em seu livro. Veja sua surpreendente resposta: "Concordo com seus comentários sobre a ausência total de transições evolucionárias em meu livro. Se soubesse de alguma, fossilizada ou viva, certamente a teria incluído. Deixo esta questão de lado - tal fóssil não existe...".

A conclusão é uma só: o registro fóssil não nos conta a história da evolução. Com suas irretorquíveis lacunas ele é evidência palpável e concreta do modelo criacionista, pois é este modelo que, de antemão, previa que esse registro haveria de nos contar a história do surgimento súbito das espécies de seres vivos. Hoje, evolucionistas começam a se dividir em dois grupos: os que ainda nutrem esperanças de um dia encontrar os fósseis de transição, e os que começam a duvidar que isso venha a acontecer e, assim, voltam-se para a hipótese do equilíbrio pontuado, segundo a qual esses fósseis nunca existiram porque a evolução teria, supostamente se dado aos saltos. Fica claro, entretanto, que este último conceito é apenas um artifício para eliminar a necessidade de comprovação da tese evolucionista, já que saltos não deixam marcas intermediárias.

Outro pronunciamento descabido nesses últimos dias foi o do Dr. Ennio Candotti que ironicamente e cheio de sarcasmo disse que o ensino do criacionismo é propaganda enganosa, que a situação gerada deveria ser vista como um caso de defesa do consumidor e que os alunos deveriam procurar o Procon. Na verdade, o Dr. Candotti não poderia ter sido mais infeliz em sua colocação, sobretudo ocupando o cargo de presidente da SBPC, de quem se esperava um comentário mais objetivo.

Espera-se que o cientista seja uma pessoa de mente aberta, pronta para rever seus conceitos, e não alguém que fica indignado ante a possibilidade de ver seus conceitos questionados, mesmo que em uma aula de religião. Não é o que vemos, entretanto, a cada vez que o dogma da evolução é, de algum modo, questionado. Para manter esse dogma até mesmo fraudes foram realizadas, como o caso do homem de Piltdown, em que foi feita uma montagem de um crânio humano com uma mandíbula de macaco, tudo para provar que o homem tinha evoluído a partir dos símios. É também notório o caso do biólogo Ernst Haeckel que, construindo uma tese incorreta a respeito do desenvolvimento embriológico dos seres vivos, falsificou desenhos que deveriam corresponder a esses desenvolvimentos, para assim dar sustentação à sua tese.

Quando se fala sobre esses tópicos, não raro evolucionistas presentes em nossas palestras correm em defesa de sua teoria dizendo que esses vergonhosos casos do passado não invalidam, necessariamente, a teoria da evolução, mostrando-nos apenas que até entre cientistas há pessoas sem escrúpulos. Tais episódios, entretanto, nos mostram que a sobrevivência da teoria da evolução está ligada à fabricação de provas e de evidências, já que estas não podem ser encontradas na natureza.

E o pior é que esse tipo de ação que não corresponde à realidade dos fatos continua acontecendo ainda hoje, sendo o exemplo mais notável a fabricação da informação de que a diferença entre o DNA do homem e do chimpanzé não excede a 2%. Essa afirmação tem sido veiculada por toda a mídia nos últimos tempos, sendo repetida na televisão por supostos cientistas como o Dr. Dráusio Varella e outros, mas aí não vemos cientistas como a Dra. Claudia Russo vir a público para desmentir a informação. De qualquer modo, similaridades, sejam elas no campo da anatomia ou da genética molecular, não provam evolução alguma ou ancestralidade de uma espécie em relação a outra. Evolucionistas sabem disso e a prova é o conceito de evolução convergente, desenvolvido para explicar similaridades que eles supõem terem ocorrido independentemente, e não por uma relação de ancestralidade entre as espécies envolvidas.

O já falecido cientista evolucionista, Dr. Carl Sagan, ateu convicto, era o garoto-propaganda de um cálculo que muitos cientistas têm feito, pretensamente para descobrir em quantos pontos do universo deve haver vida. O cálculo, em si, é um absurdo do ponto de vista matemático mas, se for para dar sustentação à tese evolucionista, passa a ser válido. Não me lembro de ter visto algum cientista de porte, evolucionista, referindo-se a esta questão e denunciando-a pelo seu caráter nada científico.

É justo, então, em função de tudo que aqui foi exposto, perguntarmos ao Dr. Ennio Candotti quem, afinal, está fazendo uso de propaganda enganosa? Evolucionistas até hoje não lograram apresentar o mecanismo que, supostamente, seria responsável pela ocorrência da evolução. Via de regra, documentários evolucionistas referem-se à evolução como tendo ocorrido para satisfazer alguma necessidade das espécies envolvidas, mas sem especificar como isso teria acontecido. Trata-se, na verdade, de uma varinha de condão que, ao promover a evolução dos peixes aos mamíferos, eliminou barbatanas, formato hidrodinâmico, dotando os novos seres de pernas, pelos etc., e quando alguns mamíferos supostamente se decidiram pela vida nas águas, a evolução magicamente suprimiu algumas características dos animais de terra seca, devolvendo-lhes barbatanas e formato hidrodinâmico. É preciso ter sido muito manipulado em sua capacidade de raciocinar para alguém aceitar uma estória dessas como verdadeira!

Quem quiser ver evidências da criação tem somente que olhar à sua volta, porque tudo na natureza nos fala do Criador. O problema é que todos nós, e o cientista não é nenhuma exceção, temos as nossas paixões, as nossas convicções, e este conjunto de fatores pode empanar a nossa visão. Assim, é possível que alguém olhe para uma dessas evidências e não veja absolutamente nada, a não ser o seu próprio ponto de vista a respeito, que pode não ter nenhuma conexão com a realidade. Este é exatamente o caso dos evolucionistas, alguns pela educação distorcida que lhes foi dada, outros porque querem evitar qualquer possibilidade de encontro com o Criador, e assim vai!

Para não deixar em branco essa questão das evidências da criação, concentremo-nos, por alguns instantes, em um dos animais mais garbosos que temos em nossa fauna: a girafa. Por um tempo evolucionistas recorreram à explicação de Lamarck para justificar o pescoço longo que as girafas possuem. Ele dizia que essa característica havia sido adquirido ao longo da evolução da espécie das girafas, pelo esforço que cada indivíduo fazia para comer as folhas mais altas das árvores. Lamarck, porém, logo caiu por terra quando se descobriu que esse tipo de esforço, que até pode causar modificações na estrutura anatômica dos seres vivos, não tem alcance genético e, portanto, não poderia ter seus resultados transmitidos para as futuras gerações.

Na verdade, para explicar a evolução, era preciso encontrar um mecanismo da natureza capaz de produzir alterações diretamente no código genético dos seres vivos. Foi grande o alvoroço entre evolucionistas quando as mutações foram descobertas, porque elas eram, potencialmente, capazes de produzir tais alterações. Entretanto, já se poderia prever, de antemão, que os efeitos das mutações seriam desastrosos, porque é um fato da natureza que alterações aleatórias em sistemas organizados complexos, como é o caso dos organismos vivos, tende a desorganizá-los, mas é claro que evolucionistas, em desespero de causa, não levariam esses "detalhes" em consideração. Vejam, então, o absurdo em que eles se colocam por violar leis reconhecidamente científicas:

Eles acreditam que sucessivas mutações, ao longo de milhares ou milhões de anos, tornaram longo o pescoço das girafas. Só aí já temos um impasse, porque as mutações, além de raras, são aleatórias, de modo que, acreditar que uma mutação tenha se repetido durante todo esse tempo e atingido o mesmo conjunto de genes é virtualmente crer no absurdo. Os absurdos, entretanto, têm a característica de não possuir ponto final, de modo que um chama outro, e assim sucessivamente. No caso das girafas, ao mesmo tempo em que um conjunto de mutações se ocupava em alongar os seus pescoços, outro conjunto teria que, de modo simultâneo, aumentar o tamanho e a capacidade dos seus corações, caso contrário teríamos um problema hidrodinâmico sem solução, que culminaria com a falta de irrigação de sangue em seus cérebros, e a sobrevivência das girafas estaria comprometida. Se o início dessa história já era absurdamente fictício, agora não há adjetivos que nos permitam descrever a nova situação.

Mas isso ainda não é tudo! Vamos fazer uma concessão aos evolucionistas e supor que mutações coordenadas tenham atuado ao longo dos anos e promovido não só os pescoços mais longos, como também corações suficientemente potentes para irrigar seus cérebros. Quando as girafas fossem beber água, o sangue fluiria tão fortemente na direção de suas cabeças abaixadas, danificando completamente seus cérebros. Mas por que isso não acontece? Exatamente porque as girafas têm umas travas na base de seus crânios que se fecham, impedindo o fluxo de sangue quando abaixam suas cabeças. Isto significa que mais um conjunto de mutações teria que, simultaneamente com os demais, ocorrer, de forma aleatória, mas coordenada. Isso é crer no impossível, de modo que só nos resta admitir que as girafas nunca evoluíram a partir de outros animais, sendo imperativo considerar que suas características básicas as acompanham desde o momento da criação de sua espécie.

Na mesma aludida reportagem da Folha Ciência, a Dra. Cláudia Russo foi citada como tendo declarado que "Essa briga política a gente perde por WO, porque não nos interessamos em contra-argumentar". Vinda de alguém com as qualificações da Dra. Cláudia, essa declaração é, no mínimo, infeliz, porque revela como o preconceito pode se estabelecer impedindo até mesmo um cientista de adotar uma postura científica, pronto para rever seus conceitos e aberto a novos conhecimentos. Nem todos, porém, são assim, e entre os que já se dispuseram a ver de perto os argumentos criacionistas, alguns têm abandonado os arraiais evolucionistas e vindo para o nosso lado, enquanto outros ainda experimentam esse processo e estão a meio caminho. É o caso de Michael Behe, autor de A Caixa Preta de Darwin e tantos outros. Veja, por exemplo, o depoimento de de H. S. Lipson, FRS, obviamente não criacionista, em seu artigo "A Physicist Looks at Evolution", Physics Bulletin, vol. 31 (May 1980), p. 138: "Penso que precisamos ir mais adiante do que temos ido, e admitir que a única explicação aceitável é a criação. Sei que isto é um anátema para os físicos, e sem dúvida o é para mim também, mas não devemos rejeitar uma teoria que não apreciamos, se a evidência experimental a apoia".

A ação criacionista no Rio de Janeiro

Apesar de tudo que dissemos até aqui, temos algumas restrições ao que está ocorrendo no Rio de Janeiro com relação ao ensino do criacionismo. O primeiro ponto a ser comentado é que parece não haver nada de novo no "front". Há mais de 20 anos fui preletor em um congresso de professores de educação religiosa do Rio de Janeiro e, naquela época, já havia um consenso a respeito de ensinar o conceito de criação do ponto de vista religioso, isto é, com base no que encontramos escrito nas primeiras páginas da Bíblia.

Assim, não podemos entender toda a celeuma causada em torno de decisões que, na verdade, não vão mais adiante do que já temos ido, conforme declaração de Suzana Viana, da equipe de educação religiosa da Secretaria de Educação do Rio: "Não vamos nos aprofundar no criacionismo; vamos tratar disso de maneira superficial, oferecendo apenas a informação religiosa. Não vamos contrapor as teses, mas o equivocado seria oferecer só uma informação".

Desse modo, continua tudo como sempre foi: nas aulas de religião o aluno recebe a informação religiosa e depois, nas aulas de ciência, a informação supostamente científica, transmitida como se fosse a verdade plena e indiscutível a respeito das nossas origens. Em um mundo que cultua a ciência, esse tipo de ação serve, quando muito, apenas para acentuar a fé na criação por parte daqueles que já estão propensos a isso, provavelmente como decorrência da educação que receberam em casa ou na igreja.

Não estão em discussão aqui as convicções criacionistas da governadora Rosinha, mas sua decisão de legislar sem ouvir a opinião de quem há anos vem desenvolvendo o criacionismo no Brasil. Não é de criacionismo baseado apenas em informação religiosa que precisamos, muito menos ensinado de modo superficial, porque isso só favorece o ensino do evolucionismo, apresentado sempre com o rótulo de científico. Aliás, nem sei porque pessoas como o Dr. Ennio Candotti e a Dra. Cláudia Russo resolveram se pronunciar a respeito da medida adotada pela Secretaria de Educação do Rio, uma vez que ela pouco ou nada altera os rumos do processo educacional instituído.

Na verdade, o que precisamos é de liberdade de expressão dentro da sala de aula, com o criacionismo sendo explicado em termos científicos. Se evolucionistas têm a melhor explicação para as nossas origens, não deveriam temer a presença criacionista. E, ao contrário do que muitos pensam, que isto poderia trazer confusão aos alunos, a apresentação de ambos os modelos, criacionista e evolucionista, daria a eles a oportunidade de refletir e decidir pelo que tiverem considerado o melhor argumento sobre as nossas origens, o que obviamente não pode acontecer em uma estrutura de ensino unilateral.

No tempo de Darwin, os criacionistas eram praticamente cristãos pouco afeitos às coisas da ciência e, por isso mesmo, não só não tiveram como enfrentar os evolucionistas, que se apresentavam em nome da ciência, como eles mesmos acabaram favorecendo o evolucionismo com uma série de atos impensados. Tudo isso deveria ter valido como lição mas, infelizmente, em pleno século 21, de repente vemo-nos reeditando a história de dois séculos passados.

É lamentável que, após 25 ou 30 anos de intenso trabalho dos grupos criacionistas brasileiros, quando se configura uma situação especial, em que um de nossos governantes esposa o criacionismo, medidas sejam adotadas sem que esses grupos sejam consultados. Desse modo, gasta-se energia, reacende-se o debate em bases pouco sólidas, e o saldo acaba sendo quase que só político, ficando o criacionismo mais uma vez em segundo plano, à espera de melhores tempos.


O Prof. Christiano P. da Silva Neto é professor universitário, pós-graduado em ciências pela University of London, estando hoje em tempo integral a serviço da ABPC - Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, da qual é presidente e fundador. Autor de cinco livros sobre as origens, entre os quais destacam-se Datando a Terra e Origens - A verdade Objetiva dos Fatos, o Prof. Christiano tem estado proferindo palestras por todo o país, a convite de igrejas, escolas e universidades.