Leitura recomendada I

Mutação e seleção natural: fatores evolutivos?
De acordo com a teoria da evolução, a vida na terra começou com a evolução da célula, a partir da qual se desenvolveram os organismos mais simples. Estes deram origem aos organismos mais complexos. Todos os novos genes e novas informações surgiram por mutação e recombinação. As mutações ocorrem ao acaso. A maioria delas são deletérias e diminuirão a adaptação dos organismos ao meio ambiente. Novas combinações do material genético são formadas através da recombinação de genes que ocorre na meiose, durante a reprodução sexuada. A seleção natural elimina as mutações deletérias e preserva as combinações disponíveis que estão melhor adaptadas ao ambiente.

Leitura recomendada II

Como foi a escalada do evolucionismo?
Tão marcante foi, na história da teoria da evolução, a presença de Charles Darwin que a dividiu em duas etapas: antes e depois dele. Não foram, porém, sua aventuresca viagem à bordo do Beagle, nem a publicação de seu livro, por si sós, suficientes para garantir o sucesso da teoria. Foi preciso também a participação de um homem de gênio, Thomas Henry Huxley que, brilhante e eloqüentemente, defendeu as idéias de Darwin em vários encontros científicos da época.

 
O osso que faltava !?!

Ano: 1922; local: Estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Um dente é encontrado em uma escavação e alguém diz que teria pertencido ao ancestral do homem. A notícia rapidamente se espalha e o achado é visitado até mesmo por cientistas do Velho Mundo, que atravessam o Atlântico e confirmam a descoberta. Em seguida, utilizando como base aquela peça, um desenhista resgata a imagem daquele que ficaria conhecido na história da Ciência e da teoria da evolução como sendo o “homem de Nebraska”, suposto ancestral do homem moderno. Mais alguns dias, e a verdade vem à tona: aquele dente pertencia mesmo a uma espécie de porco selvagem hoje extinta.

É óbvio que todos reconhecemos a arqueologia e a palentologia como campos do conhecimento de valor inestimável, através dos quais é possível conhecer muito a respeito do passado do planeta que nos abriga. Foi através de escavações arqueológicas que tomamos conhecimento de antigas civilizações que existiram em tempos mais remotos; foi também através da pesquisa paleontológica que tivemos conhecimento de que nosso mundo já foi habitado por dinossauros gigantes que hoje não mais existem.

É inegável que um simples pedaço de osso pode nos dizer muito mais acerca do contexto de onde foi extraído do que apenas seu mero formato e dimensões. Dependendo da amostra, podemos ter certeza a respeito de sua função na estrutura óssea do animal que o possuía, tamanho desse animal e, possivelmente, até sua classificação taxonômica. O cientista, entretanto, precisa ter cuidado para não ir mais longe do que sua amostra permite, e parece que foi esse o caso no episódio do homem de Nebraska.

Esse parece também ser o caso do úmero (osso do antebraço) fossilizado de que fala a figura ao lado, extraída da revista ISTOÉ de 14 de abril de 2004, p. 53. A partir desse achado tão fragmentário, possivelmente de uma espécie desconhecida, os cientistas que o descobriram pensam poder afirmar que o animal se parecia com uma salamandra e que, na linha evolutiva, está entre peixes e anfíbios, sendo capazes até de prognosticar que essa estrutura fazia apenas dois movimentos, para frente e para trás, e que isto era o suficiente para o animal nadar e subir à superfície para respirar.

Se todo esse conhecimento pudesse mesmo ser derivado do fóssil encontrado, certamente teria colocado seus descobridores em posição de destaque na galeria dos homens de ciência mais respeitados, pois seria, ainda que apenas um fragmento, parte de um fóssil de transição, exatamente como Darwin predisse que encontraríamos, assim que o registro fóssil fosse mais extensivamente pesquisado. Vemos, porém, a julgar pela repercussão que a descoberta teve no mundo da ciência, que se trata de mais uma dessas conclusões levianas que emanam do bloco evolucionista, no afã de dar sustentação à sua teoria sobre as origens.

Há cerca de 30 anos passados já contávamos com mais de 100 anos de pesquisa do rsegistro fóssil e, a despeito do intenso esforço para descobrir formas transicionais entre as espécies, veja o que David B. Kitts, conhecido paleontólogo evolucionista, em artigo que publicou na revista Evolution (28) 1974, p. 466, sob o título "Paleontology and Evolutionary Theory" (Paleontologia e Teoria Evolucionária): "A despeito da brilhante promessa de que a Paleontologia proporciona meios de se 'ver' a evolução, ela tem apresentado algumas desagradáveis dificuldades para os evolucionistas, a mais notória das quais é a presença de lacunas no registro fóssil. A evolução requer formas intermediárias entre as espécies, e a Paleontologia não as proporciona.“. Desde então, essa questão tem se mostrado irreversivelmente intacta, apesar dos livros didáticos para ensino de 2° e 3° graus sinuosamente afirmarem o contrário, sem as devidas comprovações do que dizem, é óbvio, e o úmero, da reportagem aqui comentada, em nada mudou esse panorama.

Ciência demanda provas, mas não provas fabricadas, ainda que bem intencionadamente. Ciência significa conhecimento, e este se pressupõe verdadeiro. E a verdade, aqui, se resume no fato de que o registro fóssil não se mostra como suporte da tese da evolução, como tem sido a expectativa de praticamente todos os evolucionistas ao longo de todos esses anos, desde que Darwin manifestou publicamente essa expectativa. O registro fóssil, de modo irretorquível, nos fala de surgimento súbito de espécies, de lacunas intransponíveis entre elas, exatamente como predizia o modelo criacionista das nossas origens.


O Prof. Christiano P. da Silva Neto é professor universitário, pós-graduado em ciências pela University of London, estando hoje em tempo integral a serviço da ABPC - Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, da qual é presidente e fundador. Autor de cinco livros sobre as origens, entre os quais destacam-se Datando a Terra e Origens - A verdade Objetiva dos Fatos, o Prof. Christiano tem estado proferindo palestras por todo o país, a convite de igrejas, escolas e universidades.